11/07/2005

Tour de France 2005 - Por uns meros milímetros



Este sábado, disputou-se a etapa Pforzheim > Gérardmer com uma distância total de 231,5 Km. Esta etapa tinha um início marcado por 4 contagens de montanha de 3ª categoria, com várias delas a terem uma inclinação superior a 5%. Já perto do final, surgia a última contagem de montanha, esta mais a doer. Era a subida para Col de la Schlucht, uma contagem de 2ª categoria com o cume a 1139 m de altitude e que consistia numa subida de 16,8 km com uma inclinação de 4,4 %. Como dá para ver, era uma etapa durinha. No início da subida para Col de la Schlucht, um grupo de 7 corredores encetou uma fuga na tentativa de assegurar um dos lugares da frente da etapa. Lance Armstrong, que teve uma etapa para esquecer ao acabar em 20º, descreveu desta forma a subida para Col de la Schlucht: «Foi uma subida verdadeiramente peculiar. Não era particularmente inclinada e conseguimos uma velocidade permanente de cerca de 40km/h (!!)até ao cume. Isto não é nada habitual… tive de concentrar-me nos ataques que se processavam no pelotão e assegurar-me de que seguia os corredores certos de bem perto.»


No topo do cume, a vantagem dos dois ciclistas que tinham tomado a frente da fuga, Andreas Kloden e Pieter Weening , era de apenas 17 segundos. Nas palavras de Weening «Quando soube qual era a nossa vantagem no cume, tive a certeza de que seríamos apanhados pelo pelotão.» No entanto, em estreita colaboração um com o outro, conseguiram ampliar a vantagem de que dispunham na descida em direcção à meta, que estava a apenas 15 km. A chegada foi disputada ao sprint entre ambos e foi de tal forma renhida que o próprio photofinish suscitou algumas dúvidas aos juízes da prova. Não é caso para menos. A diferença horária entre ambos foi 0,0002 segundos. Admitindo que no topo de esforço do sprint cruzaram a meta a uma velocidade de 60 km/hora, temos que 60 km/hora é igual a 60.000.000 milímetros / 3600 segundos. Então

60.000.000 mm x 0,0002 seg / 3600 seg = 3,33 mm.

3,33 milímetros!!! É absolutamente espantoso!
Ah, é verdade, ganhou o holandês Pieter Weening.
Quase me esquecia desta informação...