05/07/2005

Tour de France 2005 - Sob o signo do sete



No passado dia 2, começou o Tour 2005. Hoje, disputou-se a primeira prova de fogo com o primeiro contra-relógio por equipas na etapa entre Tours e Blois, com uma distância total de 67,5 Km. Ganhou a nova equipa de Lance Armstrong, a Discovery Channel Team, que tenta este ano a sua sétima (!) vitória consecutiva. Segundo ele, será a última vez que disputa esta mítica prova. Há que referir que a equipa de Lance Armstrong foi bafejada pela sorte. A CSC, onde corria o camisola amarela provisório, Dave Zabriskie, ia bem largada para tentar ganhar este contra-relógio por equipas quando a dois quilómetros da chegada ele teve uma aparatosa queda por entre os seus companheiros. Sendo um milagre não ter caído mais ninguém, já que eles seguia bem compactos, não se livrou de ter deixado alguma pele no alcatrão e só lhe restou ver os colegas desaparecerem no horizonte rumo à meta. Ninguém percebeu lá muito bem o que se passou realmente. Eles iam tão compactos que as imagens não são esclarecedoras. O mais provável é ter sido tocado por um dos seus companheiros de equipa. Também seria possível uma avaria mecânica, mas ele montou novamente na bicicleta, um pouco abananado é certo, e seguiu até final pelos seus meios. Efectivamente, a CSC estava preparada para ganhar a etapa e acabou por perdê-la por uns meros 2(!) segundos. Mesmo que não tenha parado quando ocorreu a queda, naturalmente que a queda do camisola amarela os perturbou o suficente para perderem segundos verdadeiramente preciosos.

Só para se ter noção de como este ciclistas são autênticas máquinas infernais de pedalar, foi batido o recorde de média horária numa prova de contra-relógio no Tour. Os 67,5 Km foram percorridos num tempo impressionante de 1 hora, 10 minutos e 39 segundos. Isto dá uma média horária de 57,31 km/h(!), com arranque parado. O recorde anterior, que já durava desde 1995, era de 54,93 km/h. Assim de repente, até poderá nem parecer muito, mas acreditem que é um ritmo verdadeiramente infernal! Nunca deixo de me espantar com o ritmo deste atletas profissionais. Já no Tour de 2004 aqui tinha deixado a minha perplexidade pelos seus feitos. Ficamos à espera das etapas-rainhas dos Alpes para saborear novamente a emoção da Grande Boucle.