05/03/2007

Marvão - Uma Ilha no Tecto do Mundo 4MAR2007

Olhando pela janela ontem de manhã, ninguém diria que o tempo em Castelo de Vide iria virar da forma como o fez a partir do meio-dia. Estava um sol tímido, se bem que estivesse algum frio o dia mostrava-se bem bonito.
Começámos o passeio com um tempo razoável, rodeados da bonita paisagem do Marvão e prosseguimos sem grandes problemas até ao início da famigerada subida em calçada romana para a fortaleza do Marvão. O tempo já ameaçava há cerca de uma hora e foi então que se abateu sobre nós aquela chuva desagradável aliada a um vento forte que fazia com que as gotas de água parecessem pequenas agulhas a entrarem-nos pela pele a dentro. Ora se a subida para o Marvão com tempo seco já é um perfeito calvário de fazer, a chuva abundante, musgo e limos nas pedras da calçada e uma finíssima camada de lama hiper-escorregadia tornam a subida num suplício. Após o tormento que foi subir aquilo, já que nem a pé se fazia bem porque os sapatos escorregavam imenso e ainda tínhamos de empurrar a bicicleta encosta acima, almoçámos junto à fortaleza do Marvão, hoje uma moderna Pousada de Portugal, e chovia tanto que eu tinha de morder a sandes rapidamente antes que ensopasse...
Na descida do Marvão dei um valente tralho por um motivo tão estúpido que até tenho vergonha de o contar... apercebi-me a meio da descida que a supensão tinha ficado bloqueada da subida. Em pleno andamento, tentei desbloquear a suspensão o que implica tirar uma das mãos do guiador. Ora a equação VALENTE DESCIDA TÉCNICA elevada a UMA SÓ MÃO NO GUIADOR tem como resultado um TRALHO MONUMENTAL. Resultado: hoje dói-me tudo! Quando chegámos ao quilómetro 28 dos 36 programados, tal como tínhamos feito no passeio do Cabo Espichel, fizemos uma mini-reunião para decidir se fazíamos os derradeiros 8 quilómetros do percurso ou se atalhávamos por estrada. Embora esta opção fosse mais longa, seria certamente mais fácil de cumprir do que pelos trilhos técnicos do Marvão. Ensopados, cansados e desmotivados, optámos por terminar o passeio por estrada.
É o segundo passeio BTTour que este ano não acaba por força da intempérie que se abateu sobre nós. No primeiro foi um frio de rachar e fisicamente doloroso. Este foi uma chuva e frio impiedosos. Olho hoje pela janela fora e está um sol fantástico. Desagradáveis ironias meteorológicas...

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