31/05/2004

O lápis informático




Este é um excerto de um artigo publicado no Expresso Online no dia 31 de Maio de 2004. É da autoria de Bruno Dias, deputado do PCP eleito por Setúbal. Trata-se de uma fábula um pouco ingénua sobre as patentes de Software (sobretudo para um deputado), apesar de bem conseguida.

Não deixa de ser irónico que este artigo se dirija ao país que provavelmente tem mais software pirateado na UE (agora que somos 25 talvez já não seja o líder) sem se referir uma única vez a este problema tão grave nesta indústria.
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Imagine que se dirige a uma papelaria para comprar um lápis. E que, como seria de esperar, a sua escolha recai sobre aquele que é o lápis mais vendido do mundo, que toda a gente usa e que se vê por toda a parte.

Chegado a casa ou ao escritório, abre a embalagem do lápis e fica a saber que tem de entrar em contacto com o fabricante, e fornecer-lhe uns quantos dados pessoais - sob pena de o lápis deixar de escrever ao fim de poucos dias.

Agora imagine que começa a descobrir que está impedido de afiar o lápis, que está impedido de escrever com ele num caderno fabricado pela concorrência, ou de apagar com borrachas da concorrência; que está impedido de o emprestar a quem quer que seja. Não querendo acreditar no que está a acontecer, chega à conclusão de que afinal não comprou um lápis - o que fez foi adquirir o direito de o utilizar, em determinadas condições (que evidentemente não conhecia).

Tudo isto é demasiado estranho. Mas, só para me fazer a vontade, imagine ainda que o fabricante do lápis registou a patente e que agora mais ninguém o pode produzir, nem sequer utilizar essa tecnologia para outros produtos (compassos, por exemplo, ou lapiseiras).

E, para o delírio acabar em grande, imagine finalmente que, sem que ninguém dê por isso, esse maldito lápis ainda se põe a escrever sozinho, a copiar documentos seus e a assinar cheques!

Parece mentira mas é verdade

Então vamos por partes.

Ninguém que tenha o mínimo de bom senso hesitará um segundo em achar esta «história» absolutamente estranha e inverosímil. Mas se em vez de «lápis» dissermos «programa de computador» ou «sistema operativo», as coisas começam assustadoramente a bater certo.

Claro que esta imagem está consideravelmente longe da realidade. Primeiro, porque não é por usarmos «lápis» diferentes que deixamos de poder ler o que nos escrevem (o que, convenhamos, permite uma outra liberdade). Segundo, porque para o utilizador de certos programas de computador, as restrições e proibições no seu uso são muito (mas muito) mais draconianas, complexas e abrangentes do que estas que eu «imaginei» com esta história do lápis.

Basta que tenhamos em conta os famosos «acordos de licenciamento de utilizador final» de alguns sistemas operativos ou aplicações do chamado «'software' proprietário» e encontraremos situações em que nos perguntamos quem é afinal o proprietário do quê, ou de quem.

Depois há o registo de patentes. «Inventos» tão prosaicos como o-cursor-que-muda-de-cor-quando-passa-por-uma-imagem (não tem nada que saber, é só um «programa» com três ou quatro linhas de comando) ou as banais paletas/menus que podemos sobrepor no ecrã, entre tantos, tantos outros, correspondem a patentes registadas que em alguns casos envolveram, nas barras dos tribunais norte-americanos, processos judiciais de milhões de dólares.

Finalmente, quanto ao «lápis que escreve sem darmos por isso», parece mentira mas é verdade. Na esmagadora maioria dos casos, nenhum de nós pode garantir o que está a acontecer no nosso computador enquanto o utilizamos para escrever, para pesquisar na «web» ou para aceder ao correio electrónico. Porque ninguém sabe que operações algorítmicas, funções, sub-rotinas e outras que tais são desencadeadas por um «software» cujo código é formalmente conhecido apenas pelo fabricante, pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos da América e por mais algumas (poucas) entidades autorizadas.(...)

26/05/2004

Desenrascanço



Eis um excerto de um artigo sobre o famoso "Desenrascanço", existente na Wikipedia (http:\\en.wikipedia.org), uma enciclopédia americana. Chamo a atenção para a referência ao Benfica. É sempre bom uma instituição ser reconhecida internacionalmente...
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Desenrascanço (impossible translation into English) is a Portuguese word used to describe the capacity to improvise in the most extraordinary situations possible, against all odds, resulting in a hypothetical good-enough solution. Portuguese people believe it to be one of the most valued virtues of theirs. (...)

Desenrascanço in the Discoveries Era
When the Dutch ventured in the sea for the discovery of new worlds, they had the habit of bringing a portuguese with them(note: in fact the dutch wjere not discovering new worlds, the portuguese did it and the portuguese on board was usally the only one that could read the portuguese maps draw by previous portuguese mariners). For the entire voyage, he would do nothing, unless an emergency arrised. When it did, the Captain would give full control of the boat to this portuguese, who would use his desenrascanço ability to solve the problem at hand.

People from Portugal believe that they still have this characteristic, that, theoricaly speaking, make them the best people to handle emergencies, and the worst for situations where planning is needed.

Desenrascanço in Politics
It is said, that Desenrascanço is also a common practice Portuguese politics. No party can survive without practicing Desenrascanço. This skill is mostly used to finance the party. Typical desenrasço also occours in the Câmaras (Eng. City Halls), to solve some construction problems. An example of this was the construction of "Estádio da Luz", the stadium where the Euro 2004 (European Football Championship) final will take place. The original plan was ilegal, but a change in mayors allowed the new mayor (more proficient in the Desenrascanço skill) to use this skill and solve the problem.

Desenrascanço in Daily Life
Desenrascanço is also the excuse Portuguese people use to justify their known inability to manage, plan and organize anything. Things are never planned or managed. Rules are never defined, let alone written. If there is a written rule it will be completely ignored by everyone. Everyone will do things its own best way, and chaos will result in the end. Then people have to use Desenrascanço to get out of the mess they got in. This basicaly means trying to find ingenious ways to get out of the problems created by the lack of organization. Everything is always finished/done at the last minute, completely improvised, without following any rules or best practices of management and planning, as things start to happen all at the same time and/or unexpectedly (because no one took the time to think beforehand and plan for them).

20/05/2004

As Eleições Europeias Serão Importantes?


Imagem do Parlamento Europeu

No próximo dia 13 de Junho irão decorrer em Portugal as Eleições Europeias. A menos de um mês destas eleições sabemos, basicamente, quem são os candidatos e pouco mais. Anda não houve um debate de ideias digno desse nome. Ora, se vamos votar (e eu sou apologista de que temos SEMPRE de ir votar) convém saber em que vamos votar ao certo. Os partidos políticos parecem demasiado confiantes de que basta saber que votamos no partido A. B ou C para nos deixar satisfeitos. Infelizmente, hoje em dia, as verdadeiras diferenças em termos ideológicos entre os partidos de maior expressão em Portugal são tão ténues que se torna difícil distingui-los no que concerne às suas propostas. Parece-me um erro de palmatória achar-se que somos todos militantes e que votamos cegamente no A, B ou C, independentemente das suas propostas. Parece-me mesmo um pouco redutor achar-se que as pessoas são assim tão vazias. Penso que é da mais elementar obrigação dos políticos portugueses informar os eleitores de uma forma cabal, completa e, sobretudo, empenhada sobre os motivos que nos devem impelir a votar num determinado partido.

É claro que há partidos meramente oportunistas. O do Manuel Monteiro é um acto falhado que reflecte profundamente o desnorte de alguma da classe política portuguesa. É de um ridículo tal que até custa a perceber que raio de objectivo terá.

O Partido Comunista, que foi um acérrimo opositor à Europa, agora também quer apanhar a onda. Mantém o mesmo discurso repetitivo, candidatos dúbios (Ilda Figueiredo?) e um cheiro a mofo preocupante. Talvez pretendam ir para os Parlamento Europeu defender que a homossexualidade é uma doença ou que a Coreia do Norte nunca foi uma ditadura repressiva e violenta.

O Bloco de Esquerda é um conjunto de megalómanos que esperam e anseiam que os eleitores se esqueçam de que o BE foi construído sobre dois partidos (o PSR e a UDP, a política XXI não conta para nada...) que são, no mínimo, pouco democratas. A esse propósito cito o primeiro artigo dos estatutos do PSR:

“1.O PSR é a secção portuguesa da IV Internacional. O seu objectivo é a revolução socialista que destrua o sistema capitalista e a exploração do Homem pelo Homem, criando as bases para o desenvolvimento de uma sociedade socialista, iniciando a destruição do Estado pela instauração da mais ampla democracia social e pela associação livre dos produtores.”

Sociedade Socialista? Destruição? Caramba... digam lá isso a quem aturou essa sociedade perfeita durante 50 anos atrás da Cortina de Ferro e que só agora se viu livre desse castigo! Se o Louçã quer impor um regime Socialista (que, para os mais distraídos, quer dizer Comunista) em Portugal, que o diga com as letras todas em vez de se esconder atrás do partido chique e da moda que é a operação cosmética Bloco de Esquerda... Se ele apregoasse este discurso em todas as suas intervenções durante a campanha eleitoral, questiono-me quantos energúmenos votariam no BE.

O CDS enquanto estiver em coligação com o PSD tem de engolir o sapo Europa do qual nunca gostou particularmente. Está no mesmo barco que o PCP.

Restam o PS e o PSD que, na realidade, defendem exactamente a mesma Europa, com diferenças pontuais aqui e ali. No entanto, é extremamente difícil admitir esta semelhança de política, sobretudo para o PS. Afinal de contas, o PS foi o partido que mais se desviou da sua matriz orgânica que era o caminho para o Socialismo, tal como expresso na Constituição de 1976. Já todos sabemos que o caminho desse socialismo apenas levava até um abismo tenebroso.

É verdade que o PS se realinhou com a nova realidade, mas isso não significa que não lhe tenha custado muito conseguir fazê-lo. A única coisa estranha no PS é que não tendo políticos brilhantes no panorama nacional, ainda consegue mandar para a Europa alguns dos seus melhores representantes.

Com este panorama político, confesso que seria mesmo muito difícil que os partidos políticos portugueses ficassem entusiasmados com estas eleições. Parecem ser mais uma obrigação que outra coisa qualquer. Não há emoção nem empenho no seu discurso.

Nenhum dos partidos portugueses me parece lá muito empenhado, nem faz o mínimo esforço por demonstrá-lo aos eleitores. Deve ser por isso que os eleitores lhes vão responder de uma forma cabal: com uma abstenção escandalosa...

19/05/2004

As Terras do Eremita


© BTTour

No dia 10 de Maio de 2004, o João Nuno e eu participámos num passeio de BTT organizado pela BTTour denominado “Pelas Terras do Eremita”. Foi uma excelente oportunidade para conhecer novos trilhos na Arrábida. Eu nunca tinha participado num passeio deste género, portanto para mim era uma estreia absoluta. No total, éramos cerca de 80 BTTistas que a organização dividiu em três grupos. Normalmente haveria um grupo do nível 3, de nível superior, um do nível 2, intermédio e um do nível 1, mais calmo e de andamento moderado. Como no Sábado tinha havido os 100 km de Portalegre, mesmo os clientes habituais do nível 3 prefiram aderir a um ritmo mais calmo e constituíram um nível 2 mais rápido.


© BTTour


Claro que o João Nuno foi para esse grupo. Depois, atrás viria o nível 2 normal que rapidamente se partiu em dois, tendo eu ficado no subgrupo da frente. Primeiro partiu o nível 1 no seu ritmo mais calmo e que foi rapidamente ultrapassado pelos vários grupos do nível 2 que partiram depois.

A primeira parte do passeio foi quase sempre pelos trilhos já nossos conhecidos (se bem que alguns feitos no sentido inverso ao habitual). Foi quando chegámos ao parque de merendas que dá acesso às praias do Sado ou à estrada da Serra que descobrimos novos trilhos francamente interessantes, tão interessantes que já os repetimos com o Paulo Afonso logo no fim-de-semana seguinte.


© BTTour

Um dos melhores trilhos é a Descida da Comenda que culmina com o atravessar da ribeira com o mesmo nome. Uma descida técnica, longa mas que dá muito gozo fazer.


© BTTour

Saímos para a EN10 junto à Aldeia Grande, cruzámos para o outro lado da estrada e fizemos a antiga estrada que sobe para o Alto das Necessidades. Trata-se de uma subida extremamente penosa, sempre em alcatrão mas muito longa e com uma inclinação verdadeiramente violenta. O final do passeio foi brindado com alguma chuva o que tornou esta subida estuporada ainda mais penosa.


© BTTour

O João Nuno, depois de trepar até ao Alto da Necessidades (ou não seja ele um verdadeiro Athleta Magnus), voltou para trás à minha procura e na repetição da subida debateu-se com alguma cãibras. Mais valia ter ficado lá por cima à minha espera... Uma vez chegados ao Alto das Necessidades, dissemos adeus ao pessoal todo já que dali íamos directamente para casa.

Depois deste passeio convenci-me da utilidade destes passeios e comprei o suporte de tejadilho para transportar a bicicleta. De repente, abre-se um país inteiro de trilhos para explorar.

03/05/2004

Abu Ghraib – Os conquistadores vieram com luvas de veludo




Dizia Bush que iam libertar o Iraque. Dizia, mas mentiu.
Dizia que havia armas de destruição maciça. Dizia mas mentiu.
Dizia que os iraquianos iam ficar melhor. Dizia mas mentiu.
Dizia que o exército Americano era o melhor e mais profissional do mundo.

Dizia mas mentiu.
Mentiu sempre.

O que se está a passar no Iraque é um eco do que se passa nos Estados Unidos. Os Estados Unido são um país profundamente racista, xenófobo, socialmente atrasado, desequilibrado e retrógrado. Na américa profunda há seres execráveis que vomitam ódio e maldade por todos os poros. Alguns deles alistaram-se no exército. Alguns têm patentes de monta nesse mesmo exército. O que safa aquele país é que os mesmos indivíduos que não sabem que Portugal fica na Europa, que os gregos não são grécios e que nenhuma sociedade pode sobreviver sem tratar minimamente dos seus desprotegidos quando trabalham no estrito âmbito da sua actividade profissional fazem-no de uma forma extremamente competente. Há médicos absolutamente extraordinários nos Estados Unidos que não sabem falar uma língua estrangeira nem que Platão foi um filósofo grego. Também há por lá alguns dos melhores engenheiros do mundo que acham que Cirano de Bergerac é um filme e não sabem quem foi Jacques Costeau.

Desde que vivi nos Estados Unidos, estou firmemente convencido que o americano médio é um ser profundamente estúpido sem desculpa para o ser. Sem desculpa porque, se realmente se esforçar, pode ter acesso a uma educação de um nível muito aceitável. E um povo educado é um povo evoluído. Não é por acaso que o Canadá, que tem as mesmas condições financeiras e de desenvolvimento, apresenta níveis de qualidade de vida do melhor que há no mundo e uma sociedade verdadeiramente equilibrada, sobretudo quando comparada com a americana. Na realidade, o que safa o Canadá é não haver por lá americanos...

Os americanos ainda não perceberam que não pode haver uma permanente discriminação dos gordos, dos magros, dos baixos, dos coxos, dos burros, dos inteligentes ou dos feios. Eles dizem que são evoluídos e que essas discriminações não existem por lá. Mas existem. E muito. Ora, esse tipo de comportamento, essa matriz de personalidade, pode ter estado, provavelmente, por trás dos militares fracos de espírito que se deixaram envolver na teia de violência proposta pelos seus superiores. As torturas em Abu Ghraib não tiveram lugar sem o apanágio e, provavelmente, o aplauso dos oficiais superiores dos soldados que as perpetraram. Se não, como se justifica que haja milhares de fotografias das atrocidades a serem cometidas? Os tipos são tão estúpidos que acharam que era possível manter em segredo algo de que tiraram milhares de fotografias e até fizeram filmes! Não há memória de gente tão ignorante e cruel nos tempos mais recentes. Estes militares são uma vergonha torpe e devem ser severamente punidos. Os Estados Unidos começaram a desrespeitar as decisões da ONU de uma forma selectiva. Agora desrespeitam a ONU e a Convenção de Genebra de uma forma aberta e francamente despudorada. Até quando?

Infelizmente, a história americana está cheia de tristes modos de actuação. Começaram por tentar, e quase conseguir, exterminar os índios da América do Norte. Largaram as bombas atómicas sobre Hirsoshima e Nagasaki sem pestanejar. Criaram as mais terríveis armas que a mente humana já imaginou depois do consulado do Santo Ofício. Ensinaram por todo o mundo como torturar, bater sem deixar marcas, drogar ou sonegar informações, a que eles eufemisticamente chamam inteligência. Fizeram-no por toda a América do Sul, Vietname, Coreia, Sudoeste Asiático e África. Ensinaram-no a amigos como Pinochet, Saddam Hussein, o estado de Israel, Somoza, François 'Papa Doc' Duvalier, etc.

São um povo sem memória mas com o estigma dos poderosos. É por isso que ninguém os respeita, poucos querem saber deles e a maioria do mundo os despreza. O que é tremendamente injusto para alguns milhões de americanos.

Entre os 250 milhões de americanos há seguramente 10% de pessoas inteligentes. Mas que fazer aos outros 225 milhões?

P.S. - A propósito desta situação de abusos em prisões, é fundamental conhecer o trabalho de simulação de uma prisão que decorreu na Universidade de Stanford nos E.U.A. em 1972 (http://www.prisonexp.org), da autoria do professor Philip Zimbardo. Nesta experiência, foram escolhidos entre a população estudantil desta universidade um conjunto de alunos que, depois de analisados para garantir que não tinham nenhum perfil psicológico violento nem perturbações mentais, foram aleatoriamente divididos em dois grupos: guardas e prisioneiros. A experiência tinha uma duração prevista de 16 dias e foi cancelada após apenas 5(!). Ninguém, absolutamente ninguém, conseguiu resistir ao ambiente que foi criado e acabar com uma experiência do Departamento de Psicologia da universidade. Mesmo os pais dos alunos que os acharam abatidos e com extremo mau aspecto após 3 dias de experiência, quando confrontados com o argumento de "acha o que seu filho não aguenta?", foram deixando os filhos ficar na «prisão». Os «professores» perderam-se na experiência, os «prisioneiros» ficaram completamente manietados e sem vontade própria e os «guardas» abusaram psicologicamente dos prisioneiros, maltrataram-nos, castigaram-nos e escalaram mesmo os abusos para níveis absolutamente inaceitáveis durante a noite quando pensavam que ninguém os estava a ver! Se isto é possível acontecer entre uma população universitária que voluntariamente escolheu participar numa experiência «científica» e que perdeu TOTALMENTE o rumo e as referências que detinha, imaginem numa qualquer prisão perdida nos confins do Médio Oriente cheia de militares que odeiam profundamente os seus prisioneiros...