30/05/2005

Quem paga a crise?



Comentário no Expresso Online:
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Nem tudo vai mal nesta nossa República ...Pelo menos para alguns !!!Com as eleições legislativas de 20 de Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram reeleitos.Aliás, os que regressaram às suas anteriores actividades, não saíram tristes ou cabisbaixos.Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um “subsídio” (que dizem) de reintegração:- UM MÊS DE SALÁRIO (3.449 EUROS) POR CADA SEIS MESES DE ASSEMBLEIA OU GOVERNO.

Desta maneira, um deputado que o tenha sido durante um ano, recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros).A maioria dos outros deputados que não regressaram, estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos. O suficiente para terem recebido cerca de 20.000 euros cada.Feitas as contas, com os deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.Entre os ilustres “reintegrados”, encontramos os seguintes:

PAULO PEDROSO(48.000 euros / 7 anos e meio de serviço)
ANA BENAVENTE(62.000 euros / 9 anos de serviço)
SÓNIA FORTUZINHOS(62.000, euros / 9 anos e meio de serviço)
MARIA SANTOS(62.000 euros / 9 anos de Serviço)
DAVID JUSTINO(38.000 euros / 5 anos e meio de serviço)
Mª CARMO ROMÃO(62.000 euros / 9 anos de serviço)
LUÍS NOBRE GUEDES(62.000 euros / 9 anos e meio de serviço)

No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma , MESMO QUE NÃO TENHAM 65 ANOS !Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos de “SERVIÇO”. Quanto aos ilustres reformados do Parlamento, encontramos figuras como:

BAGÃO FÉLIX(1.800 euros)
ALMEIDA SANTOS(4.400 euros)
MEDEIROS FERREIRA(2.800 euros)
MANUELA AGUIAR(2.800 euros)
PEDRO ROSETA(2.800 euros)
HELENA ROSETA(2.800 euros)
NARANA COISSORÓ(2.800 euros)
ÁLVARO BARRETO(3.500 euros)
VIEIRA DE CASTRO(2.800 euros)
LEONOR BELEZA(2.200 euros)
ISABEL CASTRO(2.200 euros)
JOSÉ LEITÃO(2.400 euros)
ARTUR PENEDOS(1.800 euros)
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Conclusão, quem paga a crise sempre são sempre os do costume... e ainda votamos nestes animais!

VITÓRRRRRRIA!!



Ontem foi a final da Taça de Portugal, disputada entre o Benfica e o Vitória de Setúbal no Estádio Nacional. Mais uma vez, e para não variar esta época, tudo estava feito para o Benfica ganhar mais um troféu com a ajuda do aliado do costume: o árbitro. Logo aos 4(!) minutos o árbitro Paulo Costa conseguiu inventar uma grande penalidade a favor do Benfica que só ele e os benfiquistas viram. Aliás o esquema estava bem montado. A ideia era baixar a crista bem cedo ao Vitória para eles acalmarem uma eventual forma de jogar atrevidota que perturbasse a caminhada benfiquista para a dobradinha. Recordando as palavras imortais de Petit, esse poço de inteligência ao serviço de Portugal, era necessário reprimir rapidamente esse estranho desejo que as equipas adversárias têm de ganhar os jogos que disputam contra o Benfica… Deve ser por lhes pagarem para isso. Em relação à grande penalidade, cito apenas o Tribunal do jornal “O Jogo”, composto pelos ex-árbitros Jorge Coroado, Soares Dias, Rosa Santos e António Rola:

«A actuação de Paulo Costa no Benfica-Setúbal de ontem ficou manchada pela grande penalidade assinalada pelo árbitro do Porto a favor dos encarnados. Os juízes do Tribunal d'O JOGO mostraram-se unânimes ao considerar que foi Geovanni a procurar o contacto com o guardião do Setúbal e não o contrário, no lance que permitiu ao Benfica adiantar-se no marcador. Paulo Costa pecou ainda por ter exibido o cartão amarelo a Hugo Alcântara, numa jogada em que o sadino não comete falta sobre Nuno Gomes, e por ter assinalado um fora-de-jogo indevido a Meyong, aos 67 minutos, por indicação do seu auxiliar Bertino Miranda.»

Enfim, como quase sempre esta época, o Benfica lá teve a ajudinha do árbitro, sendo certo que só mesmo a incrível falta de profissionalismo do futebol português em geral, e do Benfica em particular, permitiu este desfecho feliz para o Vitória. O desleixo total a que assistimos na semana antes da Final da Taça, com um relaxe completo antes de a época ter terminado e depois de tanta festa e borga, dificilmente permitiria aos jogadores do Benfica ainda terem pernas para correr mais do que os jogadores do Vitória. Não nos podemos esquecer que foram campeões praticamente por acaso (ou não, se analisarmos bem as arbitragens da últimas jornadas da Liga).

Parabéns ao Vitória porque conseguiu o feito de derrotar um Benfica devidamente acolitado, comme d'habitude, pelo árbitro.