
Excelente livro onde William Golding arrasa com a teoria da bondade infantil, mostrando como um grupo de crianças abandonadas numa ilha, sem a supervisão de nenhum adulto, vão perdendo a pouco e pouco a noção de sociedade e civilização. Numa luta sem tréguas entre os que pretendem manter uma réstea de civismo e os selvagens que se vão desinibindo cada vez mais, o livro entra numa aterradora espiral de violência que envolve assassinatos, fetiches, histeria colectiva, lutas fratricidas, crueldade, puro terror e a incessante busca do Poder. O mais impressionante é que esta pseudo-sociedade é exclusivamente composta por crianças entre os 6 e os 12 anos. Uma fábula perturbante e intemporal.
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