As entranhas da Arrábida
Vou partilhar aqui neste espaço umas fotografias que impressionam pela crueza revelada e pelo infeliz futuro que vaticinam para a Serra da Arrábida. Como todos sabem, em pleno Parque Natural da Arrábida está instalada uma cimenteira da Secil.

Nesta primeira fotografia é possível identificar no canto superior direito a malha urbana da cidade de Setúbal, do lado direito da imagem a península de Tróia com as suas praias magníficas e, exactamente ao centro, a cimenteira da Secil e as pedreiras adjacentes. Podem clicar nas imagens para vê-las ampliadas.
Claro que todos nos questionamos sobre que haverá de mais natural do que permitir, num parque que se afirma N-A-T-U-R-A-L, a existência de uma cimenteira industrial de enormes dimensões.

A cimenteira instalou-se no Vale da Rasca e no Outão em 1904. Nesse tempo longínquo, produzia 10.000 toneladas de cimento por ano. Na década de 70 do século XX, já produzia 1.000.000 de toneladas anuais de cimento, tornando-se na maior fábrica de cimento nacional.

Basta ver as fotografias para perceber como estão, literalmente, a comer a Serra da Arrábida.
Fica a pergunta no ar: até quando?

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