«Derby» electrizante
Ontem, o Sporting defrontou o Benfica na Luz, num jogo a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal. Foi um jogo arrebatador, sempre numa toada de parada-resposta. No final do tempo regulamentar registava-se uma igualdade a dois golos, no final do prolongamento ainda havia um empate a três golos. Registo para um golo absolutamente espantoso de Paíto que pega na bola à saída da área do Sporting e leva-a até à área do Benfica onde, depois de fazer um túnel ao central Luizão, desfere um potente remate para dar vantagem no marcador ao Sporting. Depois, vieram as grandes penalidades e, à 7ª série, Miguel Garcia mandou a bola à trave, dando a vitória ao Benfica. Foi um jogo emocionante, bem jogado por ambas as equipas.
Infelizmente, passou o Benfica.
Já agora, e apenas por uma questão de curiosidade, o termo «Derby» originalmente referia-se às corridas de cavalos que decorriam no início de Junho em Epsom Downs, bairro de Londres. Essas corridas, que tiveram início em 1780, foram buscar o nome ao seu mentor Edward Stanley, 12º Conde de Derby.
As corridas rapidamente se estabeleceram como o epicentro da temporada londrina de corridas de cavalos. O «dia de Derby», dia da corrida, tornou-se rapidamente no evento mais popular para a alta sociedade londrina da época. Vinha gente de todo o lado até Epsom. Como havia muitos que vinham de fora de Londres, passavam o dia nas corridas e traziam cestos de pic-nic e bebidas.
Em 1906, George R Sims, jornalista e dramaturgo, escreveu num jornal de grande circulação que "o dia de Derby é, actualmente, o melhor feriado de Londres". No início do século XX, a palavra «derby» entrou rapidamente no vocabulário para descrever qualquer evento que tivesse uma grande afluência de público.
Finalmente, o termo acabou por evoluir para descrever qualquer tipo de jogo entre duas equipas locais, tendo sido primeiro denominado «derby local» e depois apenas «derby».

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