Os partidos partidos
O Zé Manel pirou-se para a Europa, convicto de que isto por cá se havia de arranjar. Depois de dar às de vila Diogo, desculpa-se dizendo que não comenta a situação política de estados-membro isolados, mesmo que a situação deste miserável estado-membro em particular seja da sua inteira responsabilidade. O Zé Manel foi-se embora e deixou uma titubeante e duvidosa recuperação económica, um governo assente sobre paliçadas que todos percebiam que não passavam de meros palitos e um partido partido entre cavaquistas, barrosistas e santanistas que se odeiam figadalmente! Ainda por cima, o seu mais provável sucessor era mau demais para ser verdade. Pedro Santana Lopes era um político risível e revelou ser primeiro-ministro verdadeiramente miserável.
Entretanto, esta conveniente fuga para a Europa deu, indirectamente, azo à demissão do incompetente líder da oposição, Ferro Rodrigues, que também tinha um partido partido entre soaristas, guterristas e socratistas. Dos escolhos do naufrágio do absurdo Ferro Rodgrigues, ficou a flutar vigorosamente José Sócrates que foi eleito em congresso com mais de 80% dos votos. Esta unanimidade em torno de Sócrates é de desconfiar e vai chegar o dia em que o seu próprio partido o vai trucidar sem apelo nem agravo. A realidade é que ainda nada demonstrou enquanto líder partidário. No entanto, como também ainda não tem verdadeiros pontos negativos vai ser, certamente, o próximo primeiro-ministro de Portugal. E esse estranho mal de que padece o eleitorado, chamado memória curta, ainda o ajuda mais. Vamos ver se o PSD consegue, num inusitado e novel golpe de rins circense, correr com Pedro Santana Lopes e arranjar alguém com um mínimo de credibilidade para disputar estas próximas eleições legistalivas no seu lugar. Duvido que consigam...
Depois de terem andado meses a invocar a memória do falecido Prof. Sousa Franco no rescaldo da eleições para o Parlamento Europeu, estou certo de que ninguém no PS vai recordar que o excelso Professor Sousa Franco havia considerado o último executivo de Guterres como o «pior governo desde os tempos de D.Maria». Infelizmente, temo que a grande maioria das personagens de comédia que compunham o último governo, do também fugido António Guterres, voltem para nos (des)governar. Assim, à laia de declarações para memória futura, vou aqui deixar o nome dos ministros que compunham o XIV Governo Constitucional para que possamos ter noção da desgraça que aí vem:
António Guterres
Jaime Gama
Guilherme d'Oliveira Martins
Rui Pena
Nuno Severiano Teixeira
José Sócrates
António Costa
Luís Braga da Cruz
Elisa Ferreira
Luís Capoulas Santos
Júlio Pedrosa
António Correia de Campos
Paulo Pedroso
Augusto Santos Silva
Mariano Gago
Alberto Martins
José Lello
António José Seguro
Os partidos partidos servem apenas para que deles emerjam os piores e mais fracos candidatos a líderes. Para apimentar esta equipa de incompetentes, ainda surgem no horizonte nomes como Ana Gomes, Edite Estrela, Torres Couto, Nuno Cardoso ou Jorge Coelho. Que pesadelo!
Existem colas para colar vidros partidos, cerâmicas partidas, plásticos partidos, madeiras partidas e papéis rasgados. Parece que ainda está por inventar uma cola especial para partidos partidos. Dão-se alvíssaras a quem descobrir uma…

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