A greve da mulher de César
Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos marcaram uma greve para esta Sexta-feira. Parece que estão preocupados porque o ministro das finanças quer misturar o fundo de pensões dos trabalhadores da CGD com o do resto da ralé dos funcionários públicos. Isso não se faz... francamente! O que salta à vista sobre esta simpática greve dos balcões da CGD é o facto de, como quase todas as greves modernas, ter sido marcada para uma sexta-feira. E não o foi para uma sexta-feira qualquer! Foi marcada para uma sexta-feira que antecede uma segunda-feira que vai ser feriado. Portanto, a malta da CGD conseguiu matar dois coelhos com uma só cajada: faz greve de protesto contra o governo e vai laurear a pevide para descansar da canseira de ter de trabalhar.
A falta de seriedade desta malta é aviltante. Melhor do que isto só os médicos e os professores que também têm uma especial predilecção por greves coladas a fins-de-semana prolongados. Dir-me-ão que, no fundo, eles estão no seu pleno direito de fazer as coisas desta forma. Na realidade estão, mas lá diz o adágio: à mulher de César não basta ser séria, também tem de parecê-lo!

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