30/12/2004

Prémio «Idiota do Ano 2004»



Na SIC Notícias passou uma reportagem onde entrevistaram portugueses que partiram depois da tragédia para a Tailândia, mantendo as férias marcadas como antes de tudo acontecer.

Dulce Ferreira respondeu que já tinha as férias marcadas, que não tinha ficado nada preocupada com o que tinha acontecido, porque os pais, que já lá estavam, tinham enviado uma mensagem a dizer que tinha havido "uns tsunamis e umas coisas", mas estavam bem.

Quando a jornalista lhe pergunta se estava triste com toda a situação Dulce Ferreira respondeu "Sim, claro, agora já não vou ter todas as condições de férias que iria ter se por acaso não tivesse acontecido nada disto. Por outro lado, estou contente, porque vejo as coisas mais ao natural, como elas são."

Ora, descodificando a mensagem, é chato porque ela não vai ter as condições de férias que teria se a catástrofe não tivesse acontecido. Realmente, estou certo de que férias entre cadáveres e total destruição devem ser bem menos interessantes.

Quando todos achávamos que o prémio de "Idiota do Ano 2004" estava firmemente entregue nas manápolas do Zé Castelo Branco, eis que surge do nada esta jovem turista para destronar o tristemente famoso "Condji dji Uáiti Cássel".