19/05/2004

As Terras do Eremita


© BTTour

No dia 10 de Maio de 2004, o João Nuno e eu participámos num passeio de BTT organizado pela BTTour denominado “Pelas Terras do Eremita”. Foi uma excelente oportunidade para conhecer novos trilhos na Arrábida. Eu nunca tinha participado num passeio deste género, portanto para mim era uma estreia absoluta. No total, éramos cerca de 80 BTTistas que a organização dividiu em três grupos. Normalmente haveria um grupo do nível 3, de nível superior, um do nível 2, intermédio e um do nível 1, mais calmo e de andamento moderado. Como no Sábado tinha havido os 100 km de Portalegre, mesmo os clientes habituais do nível 3 prefiram aderir a um ritmo mais calmo e constituíram um nível 2 mais rápido.


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Claro que o João Nuno foi para esse grupo. Depois, atrás viria o nível 2 normal que rapidamente se partiu em dois, tendo eu ficado no subgrupo da frente. Primeiro partiu o nível 1 no seu ritmo mais calmo e que foi rapidamente ultrapassado pelos vários grupos do nível 2 que partiram depois.

A primeira parte do passeio foi quase sempre pelos trilhos já nossos conhecidos (se bem que alguns feitos no sentido inverso ao habitual). Foi quando chegámos ao parque de merendas que dá acesso às praias do Sado ou à estrada da Serra que descobrimos novos trilhos francamente interessantes, tão interessantes que já os repetimos com o Paulo Afonso logo no fim-de-semana seguinte.


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Um dos melhores trilhos é a Descida da Comenda que culmina com o atravessar da ribeira com o mesmo nome. Uma descida técnica, longa mas que dá muito gozo fazer.


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Saímos para a EN10 junto à Aldeia Grande, cruzámos para o outro lado da estrada e fizemos a antiga estrada que sobe para o Alto das Necessidades. Trata-se de uma subida extremamente penosa, sempre em alcatrão mas muito longa e com uma inclinação verdadeiramente violenta. O final do passeio foi brindado com alguma chuva o que tornou esta subida estuporada ainda mais penosa.


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O João Nuno, depois de trepar até ao Alto da Necessidades (ou não seja ele um verdadeiro Athleta Magnus), voltou para trás à minha procura e na repetição da subida debateu-se com alguma cãibras. Mais valia ter ficado lá por cima à minha espera... Uma vez chegados ao Alto das Necessidades, dissemos adeus ao pessoal todo já que dali íamos directamente para casa.

Depois deste passeio convenci-me da utilidade destes passeios e comprei o suporte de tejadilho para transportar a bicicleta. De repente, abre-se um país inteiro de trilhos para explorar.